MATHEWS WHITE

2 de ago de 2016

Resenha Livro Harry Potter 8 : Criança Amaldiçoada

Autor: J. K. Rowling (@jk_rowling)
Editora: Scholastic Inc.
Páginas: 320
Tradução:
Resenha por: Bru Fernández
Comprar: Saraiva Cultura Amazon

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é muito fácil agora, já que ele é um funcionário cheio de trabalho no Ministério da Magia, um marido e pai de três crianças na idade escolar. Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar onde pertence, seu filho mais novo, Alvo, precisa lidar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. Enquanto passado e presente começam uma sinistra fusão, pai e filho aprendem uma verdade desconfortável, pois a escuridão vem de lugares inesperados.

“Albus Severus, you were named after two headmasters of Hogwarts. One of them was a Slytherin and he was probably the bravest man I ever knew.”

Eu sei, eu sei. O livro Harry Potter e a criança amaldiçoada não vai demorar para sair aqui no Brasil. Na verdade a editora Rocco já tem a data de lançamento, que é 31 de outubro (com pré-venda em 16 de agosto). Mas acontece que eu cresci nesse universo da J. K. Rowling, acessando fóruns e sites (Saudades tardes passadas no MuggleNet!), criando mil teorias sobre como seria o final da série… Então, como uma Potterhead assumida eu sabia que simplesmente não ia aguentar esperar o lançamento no Brasil, nem a encomenda do livro físico chegar em casa. O que eu não esperava era devorar o e-book em menos de 12 horas.

Nem todos admitem, mas praticamente todos os fãs da saga estão/estavam um pouco apreensivos com essa nova história. Vejam, passaram-se muitos anos desde que a autora finalizou a série, e essa continuação não foi apenas escrita pela Rowling… será que os autores fariam justiça a personagens tão queridos pelos leitores? Será que a essência das personagens continuaria a mesma? Como estaria o mundo mágico anos depois da queda de Voldemort? Como seriam os filhos de Harry e Ginny e Hermione e Rony? Apesar de todas essas dúvidas iniciei minha leitura de forma despretensiosa, mas logo nas primeiras linhas fui transportada ao universo do qual eu nem imaginava, mas do qual sentia tanta saudades!
Antes de me aprofundar no enredo, acho legal ressaltar que essa não é uma narrativa comum, mas sim um roteiro de ensaio da peça que está em cartaz na Inglaterra. Então não espere longos trechos descritivos, o texto é substancialmente feito de diálogos e apenas algumas rápidas marcações para situar o leitor. Dito isso, vamos ao que interessa. A história é centrada em Albus Severus Potter (ou Alvo Severo Potter), o filho do meio de Harry e Ginny. Albus é muito parecido com o seu pai, mas ele não se dá conta disso, e e relação entre os dois começa bem, mas aos poucos percebemos que ela não é das melhores e há algo faltando. Tá achando que é fácil ser filho d’O Menino Que Sobreviveu e ainda carregar o nome de dois bruxos que entraram para a história do mundo mágico?


A história começa exatamente no epílogo de Harry Potter e as relíquias da morte, com várias falas do próprio epílogo, apenas um pouco adaptadas eo destaque desse início é a maior preocupação de Albus é que o Chapéu Seletor o coloque na Sonserina. Logo na primeira viagem no Expresso de Hogwarts, Albus faz amizade com a pessoa mais improvável: Scorpius (Escórpio) Malfoy, filho de Draco. A filha de Rony e Hermione, Rose (Rosa), se recusa a ficar no mesmo vagão que os dois garotos (uma atitude bem Weasley, não?) e acaba se afastando de Albus por conta dessa amizade. Simplesmente adorei a dinâmica entre os dois garotos e a amizade que floresce entre os dois, que acabam se tornando dois excluídos em Hogwarts, contrariando o que se espera dos filhos de Harry Potter e Draco Malfoy. Achei incrível a forma como as duas personagens foram construídas e simplesmente me apaixonei pelo filho de Draco. Ele é inseguro, nerd e um amigo legal, praticamente o Rony de Albus.
Apesar do foco ser nas personagens mais novas, ainda acompanhamos a vida adulta das personagens da história original. Descobrimos o trabalho de cada um deles e, obviamente, o cargo mais impressionante é, em disparado, o de Hermione. Também conseguimos saber um pouco mais sobre o relacionamento de Harry e Ginny (uma personagem que me surpreendeu muito nesse livro, passei a gostar mais dela) e o de Rony e Hermione. Draco também desempenha um papel fundamental e confesso que fiquei muito contente de vê-lo envolvido com o resto da “turma”. Além deles, outras personagens muito queridas fazem pequenas aparições, apenas o suficiente para matar um pouquinho da nossa saudade. Algumas personagens não-tão-queridas também reaparecem…
É muito difícil falar do enredo sem dar algum spoiler significativo, então tudo que eu direi é: leiam sem medo! Harry Potter and the Cursed Child nos traz uma história magnífica que possui todos os elementos presentes na série original: lições sobre amizade, coragem e confiança, risadas, profecias, cicatrizes que doem, emoções, reviravoltas e, claro, muitas lágrimas. O ritmo dos acontecimentos é frenético, acompanhamos alguns anos da vida de Albus nesse volume e acho que foi por isso que eu não consegui pausar a leitura por muito tempo. Foi impossível não me emocionar com algumas passagens, preparem os lencinhos para o Ato Três, Cena Cinco e as cenas seguintes! Esse novo Harry Potter entregou tudo o que eu nem imaginava que esperava dele e muito mais. A magia continua viva. E eu simplesmente adoraria se a J. K. tivesse um momento Cassandra Clare e resolvesse expandir o universo de Harry Potter mais e mais. Quem sabe um dia? :D

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